sexta-feira, 16 de junho de 2017

O cisco no olho dos outros


Temos o hábito nada salutar de enxergar um cisco no olho dos outros, sem conseguir enxergar um tronco no próprio. Tudo é mais fácil de ver no outro do que em nós mesmos, sejam coisas boas ou ruins. Nós, ocidentais, pecamos na interiorização, acreditando que tudo está do lado de fora.

Desferimos julgamentos o tempo todo, até mesmo de forma inconsciente. É como se isso fosse necessário, porque colocar um rótulo em tudo, afinal, facilita a nossa forma de identificação com o mundo à nossa volta. Se eu classificar o que são as coisas que me rodeiam e, principalmente, quem são as pessoas que me rodeiam, fica mais cômodo para mim, mais lúdico.

A pergunta é: será que as pessoas ao redor precisam de nossa classificação? Precisam receber um julgamento por atos que nem praticam, só porque é o que acreditamos (?) que combina mais com elas? Isso é completamente precipitado... E aqui está exatamente o que nós somos: precipitados. Falta ter calma e falta conhecer; nós queremos mesmo é pular essa parte para julgar, classificar, rotular. Isso sim é legal. Será?

Se alguém que conhecemos realmente acabar errando então, aí sim... Prato cheio para nós! Oportunidade maravilhosa para juízes natos darem o seu veredito sobre aquele que deslizou. O problema é que, não raramente, o próprio juiz mal consegue firmar os pés para dar alguns passos de maneira adequada. 

Como lidar com tudo isso? Uma palavra resolve bem a situação, embora a aplicação de seu significado seja ainda algo distante para nós: tolerância. Precisamos ser mais tolerantes... O mundo já está cheio de juízes e não precisamos reforçar este time.


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Iluminação e Autoconfiança


Autoconfiança é acreditar em quem somos para buscar o que desejamos, independente de resultados anteriores. É saber que o mundo gira e que aquilo que estava mal ou escuro no dia de ontem pode estar melhor e iluminado no dia de hoje.

Iluminação tem a ver com aprendermos sobre a libertação das trevas que carregamos em nossa personalidade para criarmos condições de receber o novo. Assusta saber que há trevas em você? Pois não deveria, isso faz parte do equilíbrio da vida... não há ninguém completamente bom ou sábio, todos temos o lado escuro e que ainda carece de melhorias.

O caso aqui é que a iluminação, que pode ser maior agora, é o que nos permitirá ter mais acesso às portas que se abrem. Tornará possível ainda a maior compreensão sobre o caminho correto. Reclamações sobre fracassos anteriores ou valorizar demais qualquer derrota sofrida não é o caminho para a busca de novos rumos (a quem deseja buscá-los),

Confiar em quem somos tem a ver com lembrarmos do que somos capazes. As oportunidades surgem a quem tem o preparo para aproveitá-las. Sendo assim, se antes não tivemos o que gostaríamos de receber, talvez não contávamos ainda com a bagagem adequada para cuidar de tudo como deve ser feito. Agora, no entanto, o momento é outro e a vida ainda pode nos proporcionar as oportunidades desejadas.

Texto com ideias proporcionadas pela Runa Kenaz


Resolver a vida internamente


Se um carro não está funcionando, é no motor dele que precisamos mexer; não adianta pintar de outra cor e esperar que isso funcione. Isso significa que é preciso agir na raiz de nossos problemas, que não resolve nada maquiá-los para tentarmos seguir adiante, apesar de (equivocadamente) todos acabarmos fazendo um pouco disso .

Temos um medo infundado de tratar de nossos problemas da forma como eles precisam ser tratados. Vivemos pelas beiradas, sem agir no cerne de nossas questões pessoais. E mais, nos ofendemos quando alguém decide nos mostrar o que é necessário (doido isso, né?), já que a nossa capacidade de autoanálise é limitada.

A escolha, entretanto, sempre teremos. A vida sempre nos permitirá resolver o que é necessário para torná-la melhor ou então empurrar com a barriga e ver mais do mesmo. Não somos obrigados a nada, exceto a colher os frutos das sementes que lançarmos (por uma questão de causa e efeito).

A vida vai passar, de um modo ou de outro. Cada um escreve a própria história, cada um decide consertar o motor do seu carro para pegar novas estradas ou pintar de uma cor nova para o vizinho achar bonito, mas sem sair do lugar. Qual será a nossa obra? Qual será o nosso legado?


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Nem só razão, nem só emoção


Temos, geralmente, duas maneiras de agir e que encontram como base a razão ou a emoção. A primeira delas, a razão, faz com que sejamos mais analíticos, buscando assim levar em consideração as consequências dos próprios atos; a razão faz de nós seres mais observadores.

A emoção, por sua vez, nos oferece o impulso. Apoiados nela, temos mais ímpeto, pois sentimos e fazemos; priorizamos a oportunidade e somente depois nos damos o trabalho de pensar nas consequências.

O ideal é que tenhamos em mente o ponto de equilíbrio, de modo a criarmos condições de aplicar estas duas forças em doses adequadas, pois assim não perdermos a força de ação e, ao mesmo tempo, não seremos inconsequentes.

É fácil? Não! O caminho a ser trilhado é o mesmo que se deseja trilhar para o alcance de qualquer outra conquista: treinamento. Sair do automatismo, prestando mais atenção em quem somos, é necessário. É questão de condicionamento, pois só ele nos permitirá sermos pessoas melhores, com algo mais a oferecer.


segunda-feira, 12 de junho de 2017

Berkana e Fertilidade


Vivemos momentos que são férteis e é preciso aproveitá-los com sabedoria para obtermos o melhor aproveitamento daquilo que se pode alcançar. Não é sempre que nossas ideias encontram espaço para criarem forma, pois a energia que faz parte da vida em algumas fases pelas quais passamos talvez não favoreça o desabrochar de acontecimentos que sejam transformadores.

Quando percebemos que a hora de agir em relação ao que queremos ver materializado chegou, é importante fazer isso da maneira correta. Quero dizer que, sem um plano de ação, resultados satisfatórios ficam um pouco mais distantes da realidade. Criatividade e um modo claro de agir, ou seja, propósitos definidos, é o que tornará possível gerar mudanças consistentes, fazendo com que coisas novas e boas realmente aconteçam.

Este modo de agir tem a ver também com maturidade, já que somente após algumas experiências é que criamos mais condições de conduzir as próprias atitudes com maior grau de assertividade. Não é uma regra, mas geralmente é assim... erramos para depois aprender (e mais: não é errando que se aprende, mas prestando atenção no erro para que ele não se repita).

Sempre haverá um novo momento no qual o acerto poderá substituir um erro do passado. Se as ideias aparecem, elas devem ser estudadas; na hora certa e de forma planejada, elas serão executadas com sucesso. Acredite e faça!

Texto inspirado na runa Berkana


sexta-feira, 10 de junho de 2016

A Força da Comunicação


Muitos de nós, não raras vezes, apenas criamos expectativas ao invés de posicionarmo-nos diante da vida expressando o que desejamos alcançar. A força da comunicação vai além do simples ato de expor palavras, na realidade cria-se energias que, mais tarde, poderão assumir forma.

O que você quer? Peça! Já fez isso? É possível que não, ou, se o fez, talvez não tenha sido da forma mais apropriada. A realização de um desejo, um beijo de quem amamos, um prato no restaurante, enfim... Tudo na vida exige expressão, comunicação. Sem isso não conseguiremos demonstrar as nossas intenções e ninguém entenderá onde queremos de fato chegar. É claro que ninguém precisa (e nem deve) ser irredutível, pois considerar a flexibilidade traz felicidade. A Lua assume diferentes formas e está sempre bela.

É preciso que façamos sempre a nossa parte e que obtenhamos méritos para justificarmos as conquistas, mas também é necessário postura. Apenas esperar notícias, novidades, aguardar que algo seja diferente sem interagir com aqueles à nossa volta, será em vão. A comunicação bem praticada nos permite sonhar e planejar o sucesso de forma mais concreta, tanto quanto é oportunidade para mostrarmos o potencial e o brilho que naturalmente podemos irradiar.

domingo, 8 de novembro de 2015

A consequência de "ir com muita sede ao pote"


Estamos diante de uma combinação bem interessante e que poderá ser facilmente interpretada. Utilizaremos a carta dos peixes como a que fornecerá um significado à mensagem, que será conduzida ao campo das finanças.

Sabemos que este setor da vida exige critérios para a escolha de um caminho sobre o qual trilharemos, pois isso reduzirá as chances de enfrentarmos circunstâncias e pessoas traiçoeiras. Não estamos isentos deste tipo de situação, mas é possível evitar uma parcela dos sofrimentos aos quais seríamos submetidos.

A prosperidade financeira é perseguida por qualquer indivíduo, fazendo com que decisões sejam tomadas. Tais decisões nem sempre serão as mais apropriadas, pois é natural que os erros façam parte de nossas trajetórias rumo ao aprendizado, à maturidade e ao sucesso. No entanto, "ir com muita sede ao pote" é que faz muita gente quebrar a cara de verdade.