Dica de Leitura - Esmeralda (Zibia Gasparetto)

Esmeralda é um livro que nos prende a atenção do começo ao fim com sua trama envolvente e, ao mesmo tempo, com as lições espirituais que podemos captar pela atuação dos personagens.

Confesso ser suspeito para falar sobre romances mediúnicos, pois sempre recorro a este tipo de leitura para relaxar a mente, assim como para extrair aprendizados. Sejam eles escritos a partir do contexto espírita ou umbandista, são obras que valem a pena conferir.

Ao recomendarmos um livro, sempre há o cuidado com os argumentos utilizados, pois qualquer palavra a mais pode se tornar "spoiler". Assim, prefiro apenas indicar a obra e permitir que cada leitor tenha a sua própria impressão ao virar as páginas deste belo romance.

Se o gênero literário lhe agrada, então valerá a pena dedicar-se à leitura de Esmeralda!


Como interpretar o trevo no baralho cigano?

A carta 2 do baralho cigano (o trevo) costuma gerar dúvidas em quem está aprendendo a usar o baralho e conhecendo os significados para iniciar as próprias interpretações. Portanto, vamos falar um pouco a respeito dela.

A dúvida acontece pelas diferenças de imagem que esta carta apresenta em diferentes baralhos: ora contendo apenas um belo trevo e ora um caminho fechado com paus e pedras, com um trevo pequeno sendo apenas parte da imagem. A partir disso, é didático citarmos o conceito de escola europeia e escola brasileira, no que diz respeito à visão sobre o baralho cigano (lenormand).

Na escola europeia temos apenas a imagem do trevo na carta 2 e entre as ideias contidas nela estão a boa sorte, o otimismo, a alegria e a esperança. Resumindo, é vista como uma carta "positiva". Na escola brasileira, por sua vez, a imagem da carta 2 contém o caminho fechado com paus e pedras e o trevo é apenas um figurante em meio a este cenário. A ideia central, neste caso, é a de obstáculos, dificuldades, caminhos fechados. Portanto, a carta 2 pela escola brasileira é vista como uma carta "negativa". Obs: coloquei positiva e negativa entre aspas só para ajudar no entendimento, mas toda leitura depende de um contexto.

Diante das explicações acima, o que nós temos é que os baralhos europeus costumam ter apenas o trevo na imagem, sendo uma carta mais desejável de se receber. Nos baralhos brasileiros, a carta 2, mostrando caminhos fechados, não é tão desejável. E então, o que fazer? É simples: observe o baralho que tem em mãos e o interprete conforme a imagem que está na carta. Agora que você já consegue discernir, poderá fazer isso sem problemas.

Só para concluir, vale dizer que na atualidade vários baralhos brasileiros também já possuem apenas a imagem do trevo na carta 2 e seu significado será o de boa sorte, conforme a escola europeia. Há ainda baralhos que trazem as duas opções da carta 2, para você escolher qual delas irá usar em suas leituras. Aí será questão de gosto e preferência ;)

Quer acompanhar mais sobre este assunto? Assista ao vídeo no canal: https://youtu.be/xtmIDzPwbA8

Quer estudar baralho cigano? Acesse o link: https://escoladeoraculos.herospark.co/p/baralho-cigano

Tarot - O Véu da Sacerdotisa


O véu da Sacerdotisa (arcano II do tarot) representa silêncio e discrição. Isso significa que a verdade não está ao alcance da curiosidade profana, mas é fruto de uma busca verdadeira. O trabalho da Sacerdotisa é discreto e silencioso, pois o que ela busca serve para ela e não para mostrar aos outros. Ela não deseja chamar atenção.

Não podemos confundir busca com curiosidade, pois a primeira nos conduz à verdade. A segunda, por sua vez, apenas nos faz saltar de galho em galho sem obter resultados. A curiosidade nos mantém o tempo todo na superfície de qualquer caminho, sem nenhum tipo de aprofundamento ou conhecimento enriquecedor. 

A verdade da vida está ao alcance de todos, não sendo privilégio apenas de pessoas iniciadas em caminhos de mistérios. Contudo, é necessário saber que a nada chegamos sem dedicação, esforço e coragem para entender quem de fato somos.

Quer acompanhar mais deste assunto? Confira o vídeo no canal: https://youtu.be/YV5s7B8PP8A

O que muda entre tarot e baralho cigano?

 
Algumas vezes me fazem as seguintes perguntas: "Qual a diferença entre tarot e baralho cigano?" ou "Qual deles é melhor?". O que direi abaixo tem o propósito de auxiliar a quem busca se consultar com estes oráculos ou a quem deseja aprender a usá-los.

Ao refletirmos sobre a primeira pergunta, precisamos modificá-la para encontrar a melhor resposta. Ficaria mais apropriado assim: "Qual a semelhança entre tarot e baralho cigano?". São oráculos diferentes, estruturas diferentes e estudos diferentes. Portanto, não é o mais adequado encontrar a diferença entre instrumentos que já são diferentes. É de maior utilidade identificarmos a semelhança e ela consiste no fato de que ambos nos oferecem orientação, aconselhamento, esclarecimento de dúvidas e direcionamento de vida.

Quanto à segunda pergunta, não há o melhor entre eles, pois tanto um quanto outro poderá funcionar muito bem nas mãos de uma pessoa que seja bem preparada para o uso. É algo que depende mais da afinidade individual pelas imagens e simbologia de cada baralho, ou seja, depende do que mais atrai a cada um. É natural ainda que uma pessoa tenha maior facilidade para interpretar um deles em relação ao outro, exatamente pela forma como irá se afinizar mais a um tipo de estrutura.

Quem deseja se consultar e costuma ficar em dúvida sobre qual poderá oferecer melhores respostas, vale dizer que depende mais de quem interpreta o oráculo, seja ele qual for, do que do tipo de baralho utilizado. No caso de quem deseja aprender, vale perceber qual deles desperta o maior interesse e nada impede o aprendizado dos dois oráculos. Porém, para começar, identifique qual deles te convida a dar os seus primeiros passos. Isso é algo pessoal e você pode seguir o seu gosto!

Quer acompanhar mais sobre este assunto? Clique e confira o vídeo no YouTube: O que muda entre tarot e baralho cigano?

Tarólogo não é adivinho!

 
É importante entendermos que o tarot não é um instrumento que utilizamos para fazer adivinhação, apesar de ser utilizado como recurso de aconselhamento em artes divinatórias. O mesmo também ocorre com baralho cigano (lenormand) ou runas.

O tarólogo não tem a obrigação de adivinhar o que vai acontecer na vida de outras pessoas, alcançando o futuro para simplesmente dizer o que vai ser ou deixar de ser. O tarot, nas mãos de uma pessoa bem preparada, irá mostrar os caminhos e oferecer direcionamento, com a observação das tendências que a vida apresenta em cada rumo pelo qual escolhemos trilhar.

Isto é de muita valia, pois nos auxilia a entender por onde vale mais a pena dar os nossos passos. Afinal, se um caminho traz boas tendências, adquirimos maior confiança para decidir por ele. Do mesmo modo, se outro caminho traz tendências questionáveis, negativas ou perigosas, já temos maior facilidade para afastar a ideia de seguir por ele, no momento da leitura do tarot.

Por fim, vale dizer que não há tarólogo que possa decidir por alguém. O papel do profissional oraculista é o de passar informações, explicar e ampliar a visão do consulente sobre o que ele deseja saber. A responsabilidade sobre o que será feito, entretanto, é e sempre será de cada pessoa a respeito de sua própria vida. O tarot ajuda a decidir, mas não decide por ninguém.

Quer acompanhar um pouco mais sobre este assunto? Clique e confira o vídeo no canal Escola de Oráculos no YouTube: O uso do tarot e a adivinhação

Magia Interior e Bruxos Solitários

 
A caminhada de brux@s solit@rias envolve a necessidade constante de perceber as próprias necessidades e agir para supri-las. Isso nem sempre está associado a seguir a lua ou as mudanças sazonais. Geralmente, tem mais a ver com sentir o que emana de nosso interior, onde tudo é fluido e não há preocupação com datas, com festivais, correspondências mágicas, etc.

Caso você siga este caminho, priorize o autoconhecimento. Sem ele dificilmente nos movemos na vida. Isso é magia interior e aprender o que verdadeiramente devemos trabalhar produzirá resultados satisfatórios. 

Nossos rituais precisam atuar no cerne de nossas questões pessoais. Isso é condição básica para mantermos o equilíbrio de nossas forças, a vitalidade em dia e a prosperidade para viver.

Bruxaria Natural - É necessário ter um altar em casa?

 
A resposta para isso é: caso você seja um(a) praticante solitário(a) de bruxaria, ou seja, alguém que não segue as regras de uma pessoa que irá guiar um grupo, então depende de como se sente a respeito de montar o seu altar.

O primeiro ponto a ser compreendido é que a espiritualidade não está no altar, está em nós. O altar serve mais a nós mesmos do que às divindades. Nós é que temos o maior benefício no altar, por ele apresentar elementos materiais, palpáveis. Estamos em um mundo material, então esta é a nossa linguagem para quase todas as coisas. As divindades estão acima das necessidades materiais que nós experimentamos, então não exigirão de nós que um altar seja montado.

Apesar disso, o altar pode ser bastante útil para fortalecer a nossa conexão espiritual, pois será um exercício constante lidar com a sua organização e limpeza, além de representar um ponto dentro de casa ao qual iremos recorrer para nossos momentos de espiritualidade, de retiro das questões profanas. Com o passar do tempo, seu altar passa a absorver toda a energia que você deposita nele e isso criará força.

Não importa se haverá poucos ou muitos elementos em seu altar, mas se você é iniciante e sente que lidar com a espiritualidade é um tanto abstrato, então o altar é que será o seu intermediário, por conter elementos materiais que te conectam espiritualmente. 

Com o tempo, a tendência é a de que você sinta maior independência, pois terá maior conexão com a sua espiritualidade onde estiver. Até lá, seu altar poderá ser um importante aliado para eliminar as barreiras que te impedem de sentir como a espiritualidade flui a todo o tempo. As práticas diante do altar servem como parte de nosso desenvolvimento espiritual, além de nos proporcionarem a tranquilidade que diversas vezes buscamos no dia a dia.