sexta-feira, 19 de abril de 2013

Consulente Força-Barra vs Cartomante Irresponsável



Recentemente, em postagens e papos pelo Facebook, tive a inspiração de criar este texto, o qual acabou ficando no ar. Na ocasião, com a participação do amigo Alexsander Lepletier, excelente profissional e autor do blog http://www.lenormando.blogspot.com.br/, chegamos à conclusão de que cartomantes cometem um grande pecado ao acreditar que tudo pode ser respondido.
Bem, creio que a origem do problema, por diversas vezes, reside no comportamento daqueles clientes do tipo "força-barra", os quais não se contentam com uma resposta inicial, e querem sempre aprofundar a questão. Por sua vez, o profissional que atende a este tipo de cliente, perpetua o equívoco ao dar corda para o assunto, já que assim permite que a consulta escape ao seu controle.
A consequência, obviamente, são os resultados que minam a credibilidade de profissionais da cartomancia, devido ao fato de as respostas proferidas serem pouco condizentes com a realidade, de modo que nem mesmo o profissional pode afirmar que sabe o que está dizendo. Esta maneira de ler cartas, creio eu, reflete o anseio do profissional em atender à demanda de seu cliente naquele instante, visando conquistá-lo. No entanto, é preciso agir com responsabilidade. 
De nada adianta emitir qualquer tipo de resposta, se esta pouco pode oferecer no sentido de aconselhamento e sensatez. Somente suprir a curiosidade de consulentes que não conhecem a cartomancia é um tiro no pé. Trata-se de uma atitude que cria a falsa sensação ao consulente de ter suas dúvidas sanadas, as quais futuramente são vistas como fora da realidade, e aí começam os problemas. Este cliente não irá somente se voltar contra o profissional que o atendeu, mas sim à cartomancia. Não perderá a oportunidade de maldizer esta prática a qualquer pessoa que faça um comentário a respeito, devido à desilusão que sofreu. 
Cartomantes precisam fazer mais do que oferecer uma consulta, precisam levar em consideração o aspecto "pedagógico" da coisa. É melhor explicar até onde as cartas podem chegar e prezar pelo controle da consulta, ao invés de dar asas à curiosidade dos consulentes mal-informados. Assim é melhor para todos!

Imagem retirada de: http://luiz-costa.zip.net/

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