sexta-feira, 10 de maio de 2019

Médium que sai do terreiro é castigado pelos guias?


Sempre há algum comentário do tipo "mediunidade é compromisso, é missão" ou "se você sair da casa onde trabalha, sua vida vai piorar, seus guias vão te punir". Será, gente? Será que um guia, ou seja, um espírito de luz que se propõe a praticar a caridade, seria bondoso com os consulentes e carrasco com seu médium?

Será que um guia de luz sentiria prazer em ver seu médium perder o emprego, destruir um relacionamento ou ser vítima de problemas de saúde só por ter saído do terreiro? Será que é assim mesmo ou isso é apenas reflexo da herança que temos quanto à imposição religiosa pelo medo?

A Igreja assustou muita gente no passado vendendo a ideia da salvação, ganhando cada vez mais adeptos por conta disso. Será que precisamos fazer o mesmo agora, em pleno século XXI e testemunhas que somos da história? Penso que não precisamos e que seria pura apelação.

Mediunidade é compromisso? Sim! Porém, a mediunidade não precisa obrigatoriamente ter um formato e ser exercida em um determinado local, ou, caso contrário, coitado do médium, pois irá sofrer. Absolutamente.


O médium é médium seja onde for e onde estiver, mesmo fora de um terreiro. Se ele tomar contato com uma pessoa que precisa de ajuda e puder auxiliar com sua mediunidade, terá essa oportunidade. Seus guias o acompanham e irão instruí-lo quanto ao que pode ser feito por alguém.

O médium deve levar em conta a sua conduta de vida, muito antes do compromisso que assume em determinada casa. Diga-se de passagem, é muito mais digno o médium que nem está no terreiro, mas faz o seu melhor por onde passa, do que aquele que bate no peito e diz que não falta na gira, mas fora do terreiro é alguém com quem pouco vale a pena conviver.

Vamos refletir, pois estar em um terreiro não é tudo, como muitos gostam de afirmar e convencer, somente para que suas próprias ideias prevaleçam e suas casas permaneçam cheias (afinal isso traz popularidade). A estes, vale dizer que a Igreja já fazia o mesmo na idade média, porém o mundo evoluiu e as pessoas merecem clareza. Sejamos justos, tal como Xangô gosta.

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