quinta-feira, 20 de junho de 2019

Mais iniciativas, menos expectativas


Escrevo este texto buscando compartilhar uma visão pessoal sobre como encarar uma consulta a qualquer tipo de oráculo. Em meu caso, conforme sabem todos aqueles que acompanham o trabalho que faço, o baralho cigano é o de preferência.

Noto que há muitas pessoas que buscam somente previsão nas cartas. Há o desejo iminente de saber o que o futuro reserva e isso produz altas doses de curiosidade, fator que move as pessoas a se interessarem pelo baralho cigano, tarot, runas, etc.

Encarar um oráculo unicamente como instrumento preditivo é, entretanto, ignorar todo o potencial que ele tem de nos orientar a fim de que nós sejamos os criadores do próprio futuro com maior eficácia. O título do texto nos convida a considerar que podemos e devemos agir para transformar a realidade em próprio benefício a partir das orientações recebidas de um oráculo.

Mais vale consultarmos o presente e verificarmos o que se pode fazer a partir daqui do que consultarmos o futuro e ficarmos observando se realmente será conforme um oraculista sugeriu (ou, de forma talvez pretenciosa, afirmou). As perguntas que pretendem somente saber o que vai acontecer fazem com que tudo se transforme em um jogo de erros e acertos aleatórios!

Ninguém está proibido de sondar o futuro e um oráculo, sem dúvida, é de valia para isso. O que quero dizer é que precisamos discernir até onde faz sentido olhar o futuro; a partir de certo ponto, tudo acaba se convertendo em especulações e palpites que ninguém pode garantir. Disso precisamos ter consciência.

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